Este é o trabalho realizado pelos alunos Andrey Christian, Heitor Nascimento Miléo, Philipe Augusto, Tainã Alves Damasceno e Vitor Nagai Yamaki do primeiro ano militar do Grupo Educacional Ideal de Belém do Pará com a orientação do professor Celso Flexa e coordenação do professor Marcelo Rufino de Oliveira.
Buscamos neste trabalho expor as várias teorias sobre a criação da vida no nosso planeta, mostrar nossa opinião e debater a opinião de outras pessoas por meio de comentários. Pedimos, portanto, para que ao ler alguma de nossas postagens, você deixe um comentário com sua opinião para debatermos e chegarmos à uma conclusão mais sólida.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Introdução
A origem da vida é um assunto muito discutido em todo o mundo entre diversas entidades religiosas e científicas. Desde que nascemos, a sociedade nos ensina o que nossos antepassados acreditam e seguem. Sendo assim, como saberemos o que é certo ou o errado?
Para concordar com as teorias religiosas é preciso apenas um fator: a fé. Pois esses ideais não possuem muitos fundamentos ou explicações sobre a origem o homem. Ao contrário disso, as teses científicas baseiam-se em provas de vários fenômenos que podem ter dado origem ao ser humano.
A cada dia que passa, teses que há alguns anos não passavam de mistérios são desvendadas a partir de conhecimentos científicos, tais como o aparecimento das primeiras bactérias, além do aparecimento do próprio planeta Terra. Teorias como a de Francesco Redi, Louis Pasteur e Aleksandr I Oparin, entre outros, são alguns exemplos de como o pensamento racional mostrou-se mais eficaz que os dogmas religiosos na tentativa de justificar a origem da vida.
Para concordar com as teorias religiosas é preciso apenas um fator: a fé. Pois esses ideais não possuem muitos fundamentos ou explicações sobre a origem o homem. Ao contrário disso, as teses científicas baseiam-se em provas de vários fenômenos que podem ter dado origem ao ser humano.
A cada dia que passa, teses que há alguns anos não passavam de mistérios são desvendadas a partir de conhecimentos científicos, tais como o aparecimento das primeiras bactérias, além do aparecimento do próprio planeta Terra. Teorias como a de Francesco Redi, Louis Pasteur e Aleksandr I Oparin, entre outros, são alguns exemplos de como o pensamento racional mostrou-se mais eficaz que os dogmas religiosos na tentativa de justificar a origem da vida.
Teorias científicas
Cientistas divergem entre si ao tentar explicar como surgiu a vida na Terra. Basicamente há dois eixos principais: a Abiogênese e a Biogênese. As idéias dentro do eixo da Abiogênese são bastante semelhantes, no entanto a Biogênese tem várias ramificações sendo que veremos apenas as mais importantes.
A Abiogênese ou teoria da criação espontânea foi a primeira justificativa criada para a origem da vida. Aristóteles foi um dos primeiros a explicá-la e afirmava o seguinte: a vida pode surgir de alguma matéria bruta de forma aleatória, esse é o princípio fundamental da criação espontânea. Mais profundamente essa teoria diz isto: há certos materiais que são possuidores de um “princípio ativo” ou “força vital”, ou seja, a possibilidade de criação da vida. Aristóteles assegurava isso com base na observação e dedução lógica. Por exemplo: um punhado de trapos velhos e sujos eram portadores da “força vital” por isso que depois de algum tempo originavam seres vivos de características semelhantemente sujas como ratos e insetos. Outro argumento era o fato de nascerem larvas a partir da carne podre ou de restos de animais mortos.
Francesco Redi foi o primeiro a contestar esta idéia, mas o fez somente em 1668 (Aristóteles viveu entre 384 e 322 a.C, ou seja, demorou-se cerca de 1900 anos para que alguém o contradissesse). Ele, sequencialmente fez experimentos com carne em estado de putrefação da seguinte forma: isolou-as em frascos, deixou alguns destes frascos abertos e outros cobertos com gaze. Assim, viu que somente os pedaços de carne que estavam em frascos descobertos geravam larvas, devido à presença de algumas moscas que haviam pousado ali anteriormente, enquanto que os frascos que estavam cobertos não originavam larvas. Desse modo, pode afirmar que os seres vivos eram provenientes de outros seres vivos, o que caracteriza a Biogênese.
A experiência de Francesco Redi ainda não era suficiente para provar que todo ser vivo tem de, obrigatoriamente, surgir de outro preexistente, muito menos criar uma teoria para criação da vida na Terra: limitava-se apenas a alguns seres macroscópicos; portanto, ao longo do século XVII foram criadas mais experiências para tentar justificar tal afirmação.
No entanto, por mais contraditório que pareça, os avanços do microscópio e de outras ferramentas levou mais uma vez à crença na Abiogênese. Estudos mais aprofundados levaram à descoberta de seres extremamente pequenos: micróbios e bactérias; eram seres de tanta simplicidade que julgava-se impossível a sua reprodução: deveriam, portanto, ser criados a partir de outra forma - a geração espontânea.
O cientista John Needham, em 1745, realizou o seguinte experimento: pegou certos compostos cheios de microorganismos (sucos ou caldos cheios de matéria orgânica ou caldos nutritivos) e os aqueceu tentando esterilizá-los, em seguida vedou-os em busca da não-interferência de organismos externos. Porém, depois de alguns dias tais compostos estavam novamente cheios de microorganismos. Esse experimento levou-o a reafirmar a abiogênese. 25 anos depois, Lazaro Spalanzani, cientista italiano, repetiu os experimentos de Needham com algumas correções: não apenas aqueceu os compostos, mas sim os ferveu, e após isso fechou hermeticamente os recipientes onde os compostos estavam. Dessa forma os líquidos mantiveram-se estéreis. A partir disto Spalanzani concluiu que Needham cometeu erros ao apenas aquecer o caldo nutritivo, pois isto não era o suficiente para que todos os organismos morressem e que não proliferassem novamente. John Needham responde às críticas de Spalanzani afirmando que da forma como foi fervido o caldo nutritivo seria realmente impossível o ressurgimento de vida uma vez que o aquecimento excessivo além de matar os microorganismos ali presentes também destruiu a “força vital” do composto e deste modo a abiogênese novamente prevalece.
Louis Pasteur, cientista francês, elabora um experimento com o qual consegue provar que a teoria da criação da vida através de matéria inanimada era impossível. Em 1860 ele descreve tal experimento, o qual foi chamado, posteriormente, de “bico de ganso”:
Consiste em colocar novamente sucos nutritivos em recipientes e fervê-los. No entanto, esses novos recipientes tinham uma abertura curvada (o ‘bico de ganso’).Ao ferver, o ar quente sai do recipiente. Depois o frasco é tirado do calor e começa a resfriar-se, então o ar entra novamente no frasco, mas encontra o líquido numa temperatura ainda muito alta para que haja criação de organismos, quando o líquido torna-se mais próximo da temperatura ambiente o ar que entra condensa-se e a partir daí as impurezas que entram ficam retidas nas gotículas condensadas. Então, esses recipientes são levados a incubadoras e não originam nenhum microorganismo. Após alguns meses é removido o ‘bico de ganso’ e aparecem bolores. Assim, Pasteur mostra que o líquido não perdeu suas propriedades de originar vida, pois depois que o bico foi retirado houve a formação de bolor, e que não houve ausência do ar, uma vez que o mesmo podia entrar e sair do frasco, mas dessa vez era filtrado.
Portanto comprovou-se que a vida só pode ser originada a partir de outra, o que pode nos parecer lógico agora, mas, como já foi visto, a humanidade levou um bom tempo para afirmar. No entanto, se um ser vivo só existe vindo de outro ser vivo, de onde surgiu o primeiro ser vivo? É aqui que a própria ciência diverge: há inúmeras teorias para isso e é quase impossível ter certeza absoluta sobre qual delas é verdadeira, pois podemos ter várias teorias que dêem certo, ou seja, é possível que a vida na Terra tenha surgido tanto de uma com de outra forma, ou então de mais de uma forma, o que deixa, por menor que sejam as possibilidades, uma dúvida praticamente impossível de se responder.
Basicamente há duas frentes principais: a idéia de que a vida tenha vindo do espaço por meio de meteoritos e a idéia de que substâncias já presentes na Terra tenham se combinado por acaso, algo como uma “sopa de átomos”, o que a maioria dos cientistas acha mais provável.
Hoje, está comprovado que vários compostos que formam a base da estrutura dos seres vivos, como açúcares, aminoácidos, as bases nitrogenadas do DNA e do RNA além de lipídios poderem ser sintetizadas em laboratório a partir de compostos inorgânicos – isso se assemelha à idéia de criação de vida a partir de compostos não-vivos da abiogênese, no entanto não há a “força vital” nela descrita –. Algumas dessas idéias foram se acumulando. Então, em 1936 o bioquímico Aleksandr. I Oparin publicou seu livro “A origem da vida” onde apresentava essas e outras idéias.
Do livro “A origem da vida” pode-se destacar, resumidamente os seguintes fatos:
A Terra era uma esfera que tem 4 bilhões e meio de anos e que solidificou-se há 2 bilhões e meio de anos, mesmo depois deste tempo a atividade vulcânica era constante, a atmosfera ácida e a temperatura média era muito alta. A Terra possuía uma atmosfera rica em metano, hidrogênio e amônia, além de vapor d’água proveniente dos vulcões – Sabia-se que as erupções vulcânicas expeliam, além de magma, água –. A atividade vulcânica, as altas temperaturas, a radiação ultravioleta e descargas elétricas fizeram com que esses elementos reagissem e formassem moléculas cada vez mais complexas, chegando a gerar até aminoácidos. Em seguida a Terra, num fluxo constante de erupções começou a esfriar e condensar a água, as chuvas tornavam-se constantes pois a água que caí logo era aquecida e voltava ao estado de vapor. Tais chuvas fizeram com que, posteriormente, se criassem mares sobre a Terra. As proteínas e os aminoácidos criados eram levados a esses mares pelas próprias chuvas, onde se quebravam e voltavam a se unir criando várias outras espécies químicas. Na água as proteínas originaram colóides (agregados de partículas de diâmetros entre 10 e 1000 ângstroms). Esses colóides aglomeraram-se e formaram, desse modo, os coacervados – moléculas de proteína envolvidas por água. Depois de um tempo formaram-se assim as moléculas de nucleoproteína, capazes de transmitir seu caracteres hereditários, que foram englobadas por coacervados (protéicos) onde faltava apenas os lipídios para compor a base de uma membrana celular.
Oparin escreveu “A origem da vida” mas não conseguiu provar tudo o que era descrito em seu livro. Por mais que fosse, sim, provável que tudo o que disse estivesse certo não havia evidências científicas para tal comprovação. Em 1953, os cientistas Stanley Lloyd Miller e Harold Clayton Urey criaram uma experiência na qual poderiam proporcionar um ambiente próximo ao que foi descrito por Oparin e testar se era, de fato, possível que ocorressem tais reações. Tal Experimento ficou conhecido como Experimento de Miller-Urey.
Mais detalhadamente a experiência de Miller-Urey era composta pelo seguinte: Um balão de vidro cheio dos gases metano, amônia, hidrogênio e vapor de água. Interiormente a esse balão era possível criar faíscas a fim de representar os relâmpagos na atmosfera. Submeteram esse balão a aquecimento prolongado, como forma de criar a temperatura um pouco mais próxima a da Terra do livro de Oparin. O balão era ligado a um tubo que no final tinha uma forma de “U”, no qual foi presenciada a existência de moléculas de aminoácidos. Com essa experiência ainda não estaria comprovada a teoria de Oparin, ou seja, não afirma que a vida na Terra, necessariamente, havia se formado de tal forma; mas comprova que caso as condições propostas por Oparin tivessem existido, a formação de aminoácidos seria totalmente possível. Sidney Fox, em 1957 realiza então o seguinte experimento: aquece aminoácidos e depois percebe que os mesmos formaram ligações peptídicas por síntese por desidratação, como é estudado em Biologia, reafirmando assim a tese de que pode ter havido uma formação de moléculas mais complexas caso os aminoácido tenham caído ou se formado sobre superfícies quentes como rochas magmáticas, por exemplo.
Atualmente há descobertas que indicam que a atmosfera indicada por Oparin seja um tanto diferente da real; no caso a seria formada por monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono – gás carbônico – (CO2), gás Hidrogênio e Gás Nitrogênio (H2 e N2, respectivamente); mesmo assim, as reações por Oparin descritas permanecem possíveis, embora não comprovadas.
A Abiogênese ou teoria da criação espontânea foi a primeira justificativa criada para a origem da vida. Aristóteles foi um dos primeiros a explicá-la e afirmava o seguinte: a vida pode surgir de alguma matéria bruta de forma aleatória, esse é o princípio fundamental da criação espontânea. Mais profundamente essa teoria diz isto: há certos materiais que são possuidores de um “princípio ativo” ou “força vital”, ou seja, a possibilidade de criação da vida. Aristóteles assegurava isso com base na observação e dedução lógica. Por exemplo: um punhado de trapos velhos e sujos eram portadores da “força vital” por isso que depois de algum tempo originavam seres vivos de características semelhantemente sujas como ratos e insetos. Outro argumento era o fato de nascerem larvas a partir da carne podre ou de restos de animais mortos.
Francesco Redi foi o primeiro a contestar esta idéia, mas o fez somente em 1668 (Aristóteles viveu entre 384 e 322 a.C, ou seja, demorou-se cerca de 1900 anos para que alguém o contradissesse). Ele, sequencialmente fez experimentos com carne em estado de putrefação da seguinte forma: isolou-as em frascos, deixou alguns destes frascos abertos e outros cobertos com gaze. Assim, viu que somente os pedaços de carne que estavam em frascos descobertos geravam larvas, devido à presença de algumas moscas que haviam pousado ali anteriormente, enquanto que os frascos que estavam cobertos não originavam larvas. Desse modo, pode afirmar que os seres vivos eram provenientes de outros seres vivos, o que caracteriza a Biogênese.
A experiência de Francesco Redi ainda não era suficiente para provar que todo ser vivo tem de, obrigatoriamente, surgir de outro preexistente, muito menos criar uma teoria para criação da vida na Terra: limitava-se apenas a alguns seres macroscópicos; portanto, ao longo do século XVII foram criadas mais experiências para tentar justificar tal afirmação.
No entanto, por mais contraditório que pareça, os avanços do microscópio e de outras ferramentas levou mais uma vez à crença na Abiogênese. Estudos mais aprofundados levaram à descoberta de seres extremamente pequenos: micróbios e bactérias; eram seres de tanta simplicidade que julgava-se impossível a sua reprodução: deveriam, portanto, ser criados a partir de outra forma - a geração espontânea.
O cientista John Needham, em 1745, realizou o seguinte experimento: pegou certos compostos cheios de microorganismos (sucos ou caldos cheios de matéria orgânica ou caldos nutritivos) e os aqueceu tentando esterilizá-los, em seguida vedou-os em busca da não-interferência de organismos externos. Porém, depois de alguns dias tais compostos estavam novamente cheios de microorganismos. Esse experimento levou-o a reafirmar a abiogênese. 25 anos depois, Lazaro Spalanzani, cientista italiano, repetiu os experimentos de Needham com algumas correções: não apenas aqueceu os compostos, mas sim os ferveu, e após isso fechou hermeticamente os recipientes onde os compostos estavam. Dessa forma os líquidos mantiveram-se estéreis. A partir disto Spalanzani concluiu que Needham cometeu erros ao apenas aquecer o caldo nutritivo, pois isto não era o suficiente para que todos os organismos morressem e que não proliferassem novamente. John Needham responde às críticas de Spalanzani afirmando que da forma como foi fervido o caldo nutritivo seria realmente impossível o ressurgimento de vida uma vez que o aquecimento excessivo além de matar os microorganismos ali presentes também destruiu a “força vital” do composto e deste modo a abiogênese novamente prevalece.
Louis Pasteur, cientista francês, elabora um experimento com o qual consegue provar que a teoria da criação da vida através de matéria inanimada era impossível. Em 1860 ele descreve tal experimento, o qual foi chamado, posteriormente, de “bico de ganso”:
Consiste em colocar novamente sucos nutritivos em recipientes e fervê-los. No entanto, esses novos recipientes tinham uma abertura curvada (o ‘bico de ganso’).Ao ferver, o ar quente sai do recipiente. Depois o frasco é tirado do calor e começa a resfriar-se, então o ar entra novamente no frasco, mas encontra o líquido numa temperatura ainda muito alta para que haja criação de organismos, quando o líquido torna-se mais próximo da temperatura ambiente o ar que entra condensa-se e a partir daí as impurezas que entram ficam retidas nas gotículas condensadas. Então, esses recipientes são levados a incubadoras e não originam nenhum microorganismo. Após alguns meses é removido o ‘bico de ganso’ e aparecem bolores. Assim, Pasteur mostra que o líquido não perdeu suas propriedades de originar vida, pois depois que o bico foi retirado houve a formação de bolor, e que não houve ausência do ar, uma vez que o mesmo podia entrar e sair do frasco, mas dessa vez era filtrado.
Portanto comprovou-se que a vida só pode ser originada a partir de outra, o que pode nos parecer lógico agora, mas, como já foi visto, a humanidade levou um bom tempo para afirmar. No entanto, se um ser vivo só existe vindo de outro ser vivo, de onde surgiu o primeiro ser vivo? É aqui que a própria ciência diverge: há inúmeras teorias para isso e é quase impossível ter certeza absoluta sobre qual delas é verdadeira, pois podemos ter várias teorias que dêem certo, ou seja, é possível que a vida na Terra tenha surgido tanto de uma com de outra forma, ou então de mais de uma forma, o que deixa, por menor que sejam as possibilidades, uma dúvida praticamente impossível de se responder.
Basicamente há duas frentes principais: a idéia de que a vida tenha vindo do espaço por meio de meteoritos e a idéia de que substâncias já presentes na Terra tenham se combinado por acaso, algo como uma “sopa de átomos”, o que a maioria dos cientistas acha mais provável.
Hoje, está comprovado que vários compostos que formam a base da estrutura dos seres vivos, como açúcares, aminoácidos, as bases nitrogenadas do DNA e do RNA além de lipídios poderem ser sintetizadas em laboratório a partir de compostos inorgânicos – isso se assemelha à idéia de criação de vida a partir de compostos não-vivos da abiogênese, no entanto não há a “força vital” nela descrita –. Algumas dessas idéias foram se acumulando. Então, em 1936 o bioquímico Aleksandr. I Oparin publicou seu livro “A origem da vida” onde apresentava essas e outras idéias.
Do livro “A origem da vida” pode-se destacar, resumidamente os seguintes fatos:
A Terra era uma esfera que tem 4 bilhões e meio de anos e que solidificou-se há 2 bilhões e meio de anos, mesmo depois deste tempo a atividade vulcânica era constante, a atmosfera ácida e a temperatura média era muito alta. A Terra possuía uma atmosfera rica em metano, hidrogênio e amônia, além de vapor d’água proveniente dos vulcões – Sabia-se que as erupções vulcânicas expeliam, além de magma, água –. A atividade vulcânica, as altas temperaturas, a radiação ultravioleta e descargas elétricas fizeram com que esses elementos reagissem e formassem moléculas cada vez mais complexas, chegando a gerar até aminoácidos. Em seguida a Terra, num fluxo constante de erupções começou a esfriar e condensar a água, as chuvas tornavam-se constantes pois a água que caí logo era aquecida e voltava ao estado de vapor. Tais chuvas fizeram com que, posteriormente, se criassem mares sobre a Terra. As proteínas e os aminoácidos criados eram levados a esses mares pelas próprias chuvas, onde se quebravam e voltavam a se unir criando várias outras espécies químicas. Na água as proteínas originaram colóides (agregados de partículas de diâmetros entre 10 e 1000 ângstroms). Esses colóides aglomeraram-se e formaram, desse modo, os coacervados – moléculas de proteína envolvidas por água. Depois de um tempo formaram-se assim as moléculas de nucleoproteína, capazes de transmitir seu caracteres hereditários, que foram englobadas por coacervados (protéicos) onde faltava apenas os lipídios para compor a base de uma membrana celular.
Oparin escreveu “A origem da vida” mas não conseguiu provar tudo o que era descrito em seu livro. Por mais que fosse, sim, provável que tudo o que disse estivesse certo não havia evidências científicas para tal comprovação. Em 1953, os cientistas Stanley Lloyd Miller e Harold Clayton Urey criaram uma experiência na qual poderiam proporcionar um ambiente próximo ao que foi descrito por Oparin e testar se era, de fato, possível que ocorressem tais reações. Tal Experimento ficou conhecido como Experimento de Miller-Urey.
Mais detalhadamente a experiência de Miller-Urey era composta pelo seguinte: Um balão de vidro cheio dos gases metano, amônia, hidrogênio e vapor de água. Interiormente a esse balão era possível criar faíscas a fim de representar os relâmpagos na atmosfera. Submeteram esse balão a aquecimento prolongado, como forma de criar a temperatura um pouco mais próxima a da Terra do livro de Oparin. O balão era ligado a um tubo que no final tinha uma forma de “U”, no qual foi presenciada a existência de moléculas de aminoácidos. Com essa experiência ainda não estaria comprovada a teoria de Oparin, ou seja, não afirma que a vida na Terra, necessariamente, havia se formado de tal forma; mas comprova que caso as condições propostas por Oparin tivessem existido, a formação de aminoácidos seria totalmente possível. Sidney Fox, em 1957 realiza então o seguinte experimento: aquece aminoácidos e depois percebe que os mesmos formaram ligações peptídicas por síntese por desidratação, como é estudado em Biologia, reafirmando assim a tese de que pode ter havido uma formação de moléculas mais complexas caso os aminoácido tenham caído ou se formado sobre superfícies quentes como rochas magmáticas, por exemplo.
Atualmente há descobertas que indicam que a atmosfera indicada por Oparin seja um tanto diferente da real; no caso a seria formada por monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono – gás carbônico – (CO2), gás Hidrogênio e Gás Nitrogênio (H2 e N2, respectivamente); mesmo assim, as reações por Oparin descritas permanecem possíveis, embora não comprovadas.
O Accretion
Segundo esta teoria a terra e todo o sistema solar surgiu de uma nebulosa, que ocorreu dez bilhões de anos após o Bigbang (grade explosão) que deu origem ao cosmos. Logo após sua criação ela passou por um período chamado Accretion, em que milhares de meteoritos colidiram coma superfície do mesmo, formando assim, as primeiras formas de vida no planeta: as micro esferas. Essas colisões comprovariam a teoria de que os elementos químicos e até os elementos orgânicos foram trazidos do espaço com essas rochas sendo assim uma das causas do surgimento da primeira forma de vida.
“Existem várias teorias sobre o quanto o núcleo da terra foi realmente afetado por essas colisões, mas todos estão certos de que realmente houve o accretion. Para provar isso, temos diversos meteoritos que recebemos do instituto de geociência da USP (universidade de São Paulo), os quais são rochas de níquel e ferro de altíssima densidade e que vieram de lugares incalculáveis do espaço.” Diz Elizabeth Zorak, diretora de difusão do museu de zoologia da USP.
As micro esferas, que podiam absorver e concentrar outras moléculas existentes na solução ao seu redor e podiam também fundir-se entre si, formando estruturas maiores. A prova disso são os brotos que se acredita ter sido originado das micro esferas.
“Existem várias teorias sobre o quanto o núcleo da terra foi realmente afetado por essas colisões, mas todos estão certos de que realmente houve o accretion. Para provar isso, temos diversos meteoritos que recebemos do instituto de geociência da USP (universidade de São Paulo), os quais são rochas de níquel e ferro de altíssima densidade e que vieram de lugares incalculáveis do espaço.” Diz Elizabeth Zorak, diretora de difusão do museu de zoologia da USP.
As micro esferas, que podiam absorver e concentrar outras moléculas existentes na solução ao seu redor e podiam também fundir-se entre si, formando estruturas maiores. A prova disso são os brotos que se acredita ter sido originado das micro esferas.
Religião Mulçumana

A origem da vida para as religiões abraâmicas (cristianismo, judaísmo e islamismo) é a mesma: um ser superior (Deus para os cristãos, Alá para os mulçumanos e Javé para os judeus) criou um jardim: o jardim do éden, e lá colocou o homem para cuidar dele e cultivá-lo com plena sabedoria.
De acordo com o Alcorão, os outros seres humanos surgem a partir de uma gota de esperma que se torna um coágulo de sangue e que vai evoluindo de acordo com o tempo. Assim como cita este trecho do livro: “1. Acaso, não transcorreu um longo período, desde que o homem nada era? / 2. Em verdade, criamos o homem, de esperma misturado, para prová-lo, e o dotamos de ouvidos e vistas.”.
O livro sagrado dos mulçumanos também faz referência à semelhança entre o embrião em sua fase primitiva, com várias estruturas como a de uma sanguessuga ou até de uma substância mastigada.
Por isso no livro se encontra as classificações dos estágios do desenvolvimento pré-natal, onde em cada classificação, o embrião é comparado a uma estrutura diferente.
Essa classificação está dividida em: nutfah significa “uma gota” ou “uma pequena quantidade de água”, 'alaqh que quer dizer “estrutura semelhante ao de uma sanguessuga”, mudghah significa “estrutura semelhante a uma coisa mascada”, 'idhaam significa “ossos ou esqueletos”, kisaa ul idham bil-laham que significa “vestir os ossos com carne ou músculo” e al-nash'a que significa “a formação do feto”.
Segundo a o livro, essas classificações do embrião, foram concedidas a Mohammad (Maomé) por Deus, pois na época da criação dessas classificações, pouco se sabia sobre a embriologia.
Crenças africanas
Primeiramente é bom ressaltar que, segundo as crenças africanas existem três deuses supremos, um é Olórun o criador do mundo, outro é Obàtálá o criador do homem e Odùdúwà o criador e distribuidor da justiça. Existem dois mitos que afirmam a criação do homem, um que mostra como o único autor o deus Obàtálá e outro tem como a criação, uma espécie de parceria entre Obàtálá e Olórun.
O primeiro mito diz que Olórun começou a criar o mundo e encarregou Obàtálá de terminá-lo. Após ter terminado o mundo, Obàtálá fez o homem e a mulher, mas primeiramente de modo rebuscado, feito de barro, e apenas mais tarde que lhes foi concedido membros e feições. Desse modo, conseguiu-se insuflar o grande Deus Olórun à vida.
A segunda versão tem como único criador do primeiro casal o Deus Obàtálá, o qual também é atribuído os poderes de designar a forma de uma criança no ventre da mãe, e os deficientes são vistos como um erro seu e por isso seus protegidos, ou então um modo de demonstrar a insatisfação do Deus com os pais da criança.
O primeiro mito diz que Olórun começou a criar o mundo e encarregou Obàtálá de terminá-lo. Após ter terminado o mundo, Obàtálá fez o homem e a mulher, mas primeiramente de modo rebuscado, feito de barro, e apenas mais tarde que lhes foi concedido membros e feições. Desse modo, conseguiu-se insuflar o grande Deus Olórun à vida.
A segunda versão tem como único criador do primeiro casal o Deus Obàtálá, o qual também é atribuído os poderes de designar a forma de uma criança no ventre da mãe, e os deficientes são vistos como um erro seu e por isso seus protegidos, ou então um modo de demonstrar a insatisfação do Deus com os pais da criança.
Criacionismo
Basicamente defende a teoria de que a Terra e a vida foram criadas por Deus. Esta teoria não é considerada uma teoria científica, mas sim uma teoria metafísica. E está apresentada nos livros Corão e Gênesis da Bíblia Sagrada e segundo esta última, a criação do ser humano teve tal versão: “Então, do pó da terra, o Senhor formou o ser humano. O senhor soprou no nariz dele uma respiração de vida, e assim ele se tornou um ser vivo.” (Gn 2. 7), vale ressaltar que em hebraico terra soa parecido com ser humano: adamá (terra) e adam (ser humano).
O criacionismo ao contrário do que muitas pessoas pensam é defendido não somente pelos cristãos mais também pelos mulçumanos e outras religiões que crêem que um único Deus criou o céu e a Terra com seus seres vivos, porém há algumas diferenças entre os criacionistas: segundo a pesquisa do professor João Flávio Martinez existem dois tipos de criacionismo, os neocriacionistas e os criacionistas clássicos.
Os neocriacionistas defendem que existiu uma entidade inteligente que contribuiu para a criação dos seres vivos. Tal teoria surgiu nos EUA por volta da década de 20. Os defensores desta idéia tentaram colocá-la para ser ensinada nas escolas, porém, por intervenção dos evolucionistas, esta proposta não entrou em vigor.
Os criacionistas clássicos seguem rigorosamente a idéia de que um Deus criou tudo sozinho em sete dias. Esta idéia atualmente está bastante fraca devido à maior difusão do evolucionismo, porém, segundo uma pesquisa da Gallup divulgada pela folha de São Paulo, 90% dos norte-americanos crêem em um Deus criador.
Como pôde ser notado o criacionismo e o evolucionismo, o qual foi defendido por Charles Darwin que inclusive se formou somente em teologia, divergem em suas teorias sobre a criação dos seres vivos. Quanto à idade da Terra, segundo os criacionistas, ela foi criada por volta de 4004 a.C. e desde então não sofreu nenhuma modificação, nem mesmo os seres nela viventes, eis aí o principal ponto de divergência.
O criacionismo ao contrário do que muitas pessoas pensam é defendido não somente pelos cristãos mais também pelos mulçumanos e outras religiões que crêem que um único Deus criou o céu e a Terra com seus seres vivos, porém há algumas diferenças entre os criacionistas: segundo a pesquisa do professor João Flávio Martinez existem dois tipos de criacionismo, os neocriacionistas e os criacionistas clássicos.
Os neocriacionistas defendem que existiu uma entidade inteligente que contribuiu para a criação dos seres vivos. Tal teoria surgiu nos EUA por volta da década de 20. Os defensores desta idéia tentaram colocá-la para ser ensinada nas escolas, porém, por intervenção dos evolucionistas, esta proposta não entrou em vigor.
Os criacionistas clássicos seguem rigorosamente a idéia de que um Deus criou tudo sozinho em sete dias. Esta idéia atualmente está bastante fraca devido à maior difusão do evolucionismo, porém, segundo uma pesquisa da Gallup divulgada pela folha de São Paulo, 90% dos norte-americanos crêem em um Deus criador.
Como pôde ser notado o criacionismo e o evolucionismo, o qual foi defendido por Charles Darwin que inclusive se formou somente em teologia, divergem em suas teorias sobre a criação dos seres vivos. Quanto à idade da Terra, segundo os criacionistas, ela foi criada por volta de 4004 a.C. e desde então não sofreu nenhuma modificação, nem mesmo os seres nela viventes, eis aí o principal ponto de divergência.
Conluindo:
Portanto vimos que a teoria científica da criação da vida segundo o Accretion é a mais aceitável, pois surge a partir de hipóteses que são posteriormente provadas como por exemplo as experiências feitas com meteoritos na Universidade de São Paulo, que ao mesmo tempo derrubam a tese de que a temperatura dos meteoritos ao entrar na atmosfera terrestre aniquilaria qualquer forma de vida que viesse consigo; tal teoria foi pouco questionada, ao contrário das demais hipóteses religiosas e até mesmo de outras científicas. Também notamos a falta de bases das teorias religiosas, uma vez que partem apenas de relatos que podem ou não ser verdadeiros (Maomé inspirado por Deus ao escrever o Alcorão, os livros dos evangelistas, etc.) além da proximidade temporal entre a criação do cosmos e do nosso planeta, o qual por sinal não é descrito em detalhes. Outros fatos que contrariam essas teses religiosas são a criação do criador, ou seja, de que forma essa força superior surgiu; e a idéia do mundo e do cosmos: a base de onde o dito criador teria tirado as formas e comportamento de sua criação, uma vez que tudo, desde o mínimo grão de areia até o ser humano, não havia sido sequer idealizado antes. Mesmo que tais teorias tenham quase o mesmo princípio, o de um ser superior ter criado toda a vida, elas divergem entre si e ainda assim deixam de explicar várias coisas, coisas que para não haver um questionamento são ignoradas, chamadas de dogmas.
Apesar de cada vez mais divulgações das hipóteses cientificas, atualmente existem pessoas em países como a Índia, alguns ao norte da África e até mesmo nos EUA, que acreditam no criacionismo ou em formas politeístas da criação do homem e do universo, apegam-se à superstições culturais carregadas de surrealismo e sem qualquer segmento lógico de raciocínio, como já dito anteriormente.
-Referências:
http://www.sbmrj.org.br/Images/1mosomitephoto.gif
http://www.ateus.net/artigos/ciencias/a_origem_da_vida.php
http://www.paijulioesteio.kit.net/religioes_de_matriz_africana_no_contexto_geral_no_brasil_9.htm
http://www.islamemlinha.com/corao/76.htm
Apesar de cada vez mais divulgações das hipóteses cientificas, atualmente existem pessoas em países como a Índia, alguns ao norte da África e até mesmo nos EUA, que acreditam no criacionismo ou em formas politeístas da criação do homem e do universo, apegam-se à superstições culturais carregadas de surrealismo e sem qualquer segmento lógico de raciocínio, como já dito anteriormente.
-Referências:
http://www.sbmrj.org.br/Images/1mosomitephoto.gif
http://www.ateus.net/artigos/ciencias/a_origem_da_vida.php
http://www.paijulioesteio.kit.net/religioes_de_matriz_africana_no_contexto_geral_no_brasil_9.htm
http://www.islamemlinha.com/corao/76.htm
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